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Apoio de adversários, religiosidade, emoção: Dedé comenta 'martírio' e volta ao futebol

Zagueiro retorna ao time do Cruzeiro na partida contra o Joinville

postado em 20/03/2017 11:49 / atualizado em 20/03/2017 13:39

Leandro Couri/EM/D.A Press


As lesões afastaram o zagueiro Dedé dos gramados por mais de um ano. Sua última partida foi em 28 de fevereiro de 2016. Mas nada que afetasse o bom humor, a fé e a confiança do defensor, que vai voltar a vestir a camisa do Cruzeiro na partida contra o Joinville, nesta terça-feira, às 19h, em Santa Catarina, pela Primeira Liga.

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, na Toca da Raposa II, o zagueiro se mostrou emocionado com a volta ao futebol e agradeceu o apoio de todos, de familiares e médicos do Cruzeiro a rivais de outros clubes brasileiros.

“Fiquei muito feliz. Ontem (domingo) estava em casa, assisti ao jogo com minha esposa e meu filho, e assim que acabou, passaram para gente quem ia para Joinville. Estava nesta expectativa de voltar a ser relacionado, depois de tanto tempo, de estar sentindo a emoção de saber que vou vestir uma camisa de jogo, e já tem um ano e pouco que venho passando por este momento. Fiquei feliz, muito emocionado”, disse Dedé.

O 'martírio' do jogador começou em fevereiro de 2016. No clássico contra o Coelho, ele sofreu uma fratura na patela do joelho direito. Para piorar, em agosto daquele mesmo ano, Dedé teve uma recidiva no mesmo joelho e precisou passar por outra cirurgia, realizada nos Estados Unidos. Depois de loga espera, enfim, a volta está próxima.

A despeito da ausência por mais de um ano, Dedé não descartou jogar os 90 minutos contra o Joinville. “Tem coisa que é só dentro de campo. Nunca tive problema físico, nem lesões musculares. Então, depende do que vou mostrar, o que vai ser o jogo. Estou há um mês treinado com o grupo, cada semana melhorando. A parte física trabalhei bastante, então me sinto preparado para jogar 90 minutos. Não sei se vou jogar os 90 minutos, mas acho que dou conta do recado”, disse.

Principais momentos da coletiva de Dedé


Feliz por voltar

Fiquei muito feliz. Ontem (domingo) estava em casa, assisti ao jogo com minha esposa e meu filho, e assim que acabou o jogo, passaram para gente quem ia para Joinville. Estava nesta expectativa de voltar a ser relacionado, depois de tanto tempo, de estar sentindo a emoção de saber que vou vestir uma camisa de jogo, e já tem um ano e pouco que venho passando por este momento. Fiquei feliz, muito emocionado, momento que passou muita coisa, foi um momento de reflexão aprendizado.

Piores momentos

É sempre difícil receber uma noticia: ou da cirurgia, ou quando fraturou o meu joelho, ou quando esperei os quatro meses para voltar a treinar com grupo. Mas eu sou um cara muito forte, cabeça centrada, procuro manter sempre o meu foco de retornar. E são esses momentos que a gente dá uma balançada. Creio muito em Deus, tenho uma fé muito grande em Nossa Senhora Aparecida e isso que me dá força.

Crescimento

A gente cresce, dá muito valor à profissão, à vida, à família. Esses momentos a gente pensa muito... E maturidade a gente sempre ganha, com vivacidade, experiência.



Todo dezembro eu vou à Capela de Aparecida agradecer pelo ano, falar sobre o que se passou e tiro força sempre, saio de lá renovado. Minha família é muito especial, amigos especiais, estão sempre mandando orações.

90 minutos

Tem coisa que é só dentro de campo. Nunca tive problema físico, nem lesões musculares. Então, depende do que vou mostrar, o que vai ser o jogo, estou há um mês treinado com o grupo, cada semana melhorando. A parte física trabalhei bastante, então me sinto preparado para jogar 90 minutos. Não sei se vou jogar os 90 minutos, mas acho que dou conta do recado.

Agradecimentos

Eu queria falar o nome de todos, mas só de falar do departamento médico é para todos. Tive atenção diferenciada. O doutor Daniel viajou comigo para os Estados Unidos, me empurrou na cadeira de rodas; o doutor Sérgio (Freire Júnior) sempre muito preocupado, em cima o tempo todo; os doutores Wallace e Leonardo também são muito dedicados. A fisioterapia foi como família, muita conversa, muita preocupação, se entregaram para que eu me recuperasse plenamente. A confiança da diretoria também, que prorrogou meu contrato acreditando no que eu posso fazer. O Cruzeiro é de suma importância, eu tenho um dever de fazer sempre o melhor e espero que neste meu retorno, volte os títulos. Vou fazer de tudo, me entregar em campo, o torcedor sabe disso.

Temeu não voltar?

Nunca temi. Sei da minha força, eu vou com dor. Já joguei de joelho quebrado, vou na raça e tento honrar essa camisa da melhor forma possível, porque todos me valorizaram muito no Cruzeiro.

Recuperação plena

Estou treinando bem e o interessante é isso. Acho que é difícil treinar sem dor. E a gente não tem como falar que está jogando com dor. Muitas vezes eu treinei e estava mancando, sangue esquenta e é difícil falar. Estou zerado, estou bem, estou recuperado, no melhor momento.

Apoio até de adversários

Tenho muitos amigos do futebol. Ontem (domingo), estava falando com o Cabeça de Míssil (Bruno Rodrigo), todos daqui me deram apoio. Sou muito amigo de todos, as tias da cozinha, tem o Sorriso, funcionário que trabalha no gramado, que disse que estava orando por mim, estas coisas que valem. Moisés, do Palmeiras, repostou meu post e fique muito feliz. Então essas coisas no futebol são que valem.

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