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Tacadas olímpicas

Ivan Drummond - Estado de Minas

Publicação:

10/02/2012 07:00

Nos Jogos Olímpicos Rio’2016, duas novidades no rol das modalidades esportivas: o golfe estará estreando e o rúgbi voltará a integrar a olimpíada. Para o Brasil, duas grandes incógnitas, pois não existe por aqui nenhuma tradição na prática desses esportes. No entanto, um mineiro de apenas 15 anos, Gilson Silva Filho, torna-se a grande esperança no esporte das tacadas.


Sétimo do ranking brasileiro até 18 anos, ele acaba de confirmar sua condição de uma das promessas desse esporte. Na disputa da 1ª Etapa do Tour Juvenil Brasileiro, disputado em São Paulo, enfrentando os 49 melhores do país, todos com 17 e 18 anos, o mineiro terminou na sétima colocação.


Gilson começou a jogar no Morro do Chapéu Golfe Clube, em Nova Lima, que defende até hoje. Nos dois últimos anos, ele conquistou 16 títulos em competições regionais, tendo registrado ainda os dois longest drives (tacadas mais longas) de cada temporada.


A história de Gilson Filho começa como caddie do pai,  quando ainda era menino. Há três anos, ele resolveu encarar o esporte como uma possibilidade de ser profissional. O pai virou treinador e é o responsável pelas estatísticas, que acabaram sendo importantes para a evolução do jogo e o resultado em São Paulo. “Fizemos, juntos, os levantamentos de todos os campos existentes no Brasil, e as caraterísticas de cada buraco, de cada distância, para saber com que taco jogar. Treinamos com todos os 14 e o aproveitamento de Gilson, no geral, é de 85%”, diz o pai e treinador.


A segunda etapa do Brasileiro será nos dias 17 e 18 de março, no Porto Alegre Country Club. Gilson vai para lá três dias antes, para fazer a ambientação do campo.

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