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Pequi quer voltar a ser atômico

Em situação delicada na Superliga depois de cinco derrotas em seis jogos, Montes Claros se agarra na chance de classificação à próxima fase e promete reação na reta decisiva

Renan Damasceno - Estado de Minas

Publicação:

18/02/2012 07:00

 

Atualização:

18/02/2012 11:02

De sensação das duas últimas edições da Superliga Masculina de Vôlei ao risco de ficar fora da fase final da competição pela primeira vez, o Montes Claros vive momento delicado. Vice-campeão em 2010, em seu ano de estreia, o time do Norte de Minas está na 10ª colocação, com 15 pontos, a 10 do Campinas, que ocupa o oitavo e último posto que garante vaga nos playoffs. A equipe do técnico Jorginho, que chegou no fim do ano passado para substituir Talmo, depois da tentativa com Manu Arnault, venceu apenas um dos seis jogos do returno e precisa somar resultados positivos nas cinco rodadas que faltam, quando enfrenta quatro concorrentes diretos.

A sequência de resultados negativos refletiu nas arquibancadas. Se na última temporada o Pequi Atômico alcançou a média recorde de 5.142 torcedores por jogo, o número caiu pela metade ao fim do primeiro turno (2.300) e, nas primeiras partidas do returno, pouco mais de 1, 5 mil comparecerem ao Poliesportivo Tancredo Neves.

Para o técnico Jorginho, o Montes Claros está na briga pelas duas últimas vagas. “Enfrentamos nas primeiras rodadas sete candidatos ao título. Se a gente analisar a tabela do turno, e repetir os resultados, temos muitas chances de se classificar”, explicou o treinador.

Nas últimas seis rodadas, o Pequi perdeu para Cruzeiro (3 x 0) e Minas (3 x 1), em casa, e Vôlei Futuro (3 x 0), RJX (3 x 0) e Florianópolis (3 x 1), fora. A única vitória foi sobre o Campinas (3 x 1). O próximo adversário é o Sesi, no próximo sábado, às 12h, em São Paulo. Em seguida, quatro concorrentes às vagas: Volta Redonda, São Bernardo, Juiz de Fora e Olympico Londrina.

Pelos cálculos do treinador, seis equipes já estão classificadas: Vôlei Futuro, Cruzeiro, Sesi, Florianópolis, Minas e RJX, que ocupam, respectivamente, as seis primeiros colocações. “A gente sabia de nossas limitações, mas nos consideramos favoritos às quartas de finais. A regra nova é mais surpreendente e muitas mudanças podem acontecer neta reta final”, comentou, se referindo à mudança no sistema de pontuação: vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 garantem três pontos ao vencedor e nenhum ao derrotado. Em jogos que vão ao tie-break, a pontuação é dividida entre ganhador (dois) e perdedor (um).

LIDERANÇA A nova regra tem garantido emoção extra em uma Superliga marcada pelo equilíbrio. Nesta semana, a liderança da competição mudou três vezes. No início da rodada, o Sesi era o líder com 37 pontos, mas foi derrotado para o Campinas, por 3 a 1. Em seguida, o Cruzeiro superou o Montes Claros, por 3 a 0, e assumiu a ponta, com os mesmos 37 pontos, em vantagem no número de triunfos (13 a 12). Quinta-feira, o Vôlei Futuro surpreendeu o Florianópolis, vencendo por 3 a 0, na capital catarinense, e se isolou no primeiro posto, com 39 pontos.

“Daqui para frente todos os confrontos, teoricamente, valem seis pontos. Estar na liderança significa que temos que continuar lutando. Vamos chegar em Araçatuba e treinar, pois teremos um confronto duríssimo contra o Minas”, garantiu Cézar Douglas, sobre o jogo do Vôlei Futuro, sexta-feira, contra os minas-tenistas (quinto, com 33 pontos).

Agora só falta uma

O Mackenzie formou um verdadeiro paredão para segurar o Rio do Sul, ontem, no ginásio do clube, no bairro Santo Antônio, e venceu por 3 a 1 (25/16, 22/25, 26/24 e 25/23), pela sexta rodada do returno da Superliga Feminina de Vôlei. O time mineiro fez 20 pontos de bloqueio, mostrando ser um dos times mais equilibrados neste fundamento. A melhor jogadora em quadra foi a líbero Sofia, premiada como troféu VivaVôlei.

Com o triunfo, o Mackenzie ampliou para sete pontos a vantagem sobre o São Bernardo na sétima colocação do campeonato. O objetivo da equipe do técnico Ricardo Picinin é ir em busca do sexto posto, que pertence ao Praia Clube, de Uberlândia, que tem 25. “Nós sabíamos que ia ser difícil. Elas defenderam muito e isso dificultou nossa saída de jogo. A gente precisava ganhar e fazer os três pontos. No fim, deu tudo certo”, afirmou a central Luciane Escouto, um dos destaques no bloqueio.

O time da capital mineira, que segundo as contas do técnico Ricardo Picinin se garante nas quartas de final com mais uma vitória, volta à quadra sexta-feira, às 20h, novamente em casa, para enfrentar o São Bernardo. Já o Rio do Sul terá pela frente o Sesi, no mesmo horário.

ESPECIALIDADE O Minas é a equipe que mais venceu tie-breaks na Superliga Feminina de Vôlei, com quatro triunfos em quatro confrontos com cinco sets. Contra o Vôlei Futuro, quinta-feira, na Arena JK, as minas-tenistas, que haviam vencido os dois primeiros sets e permitido o empate, tiraram desvantagem de seis pontos (14 a 8) e fecharam a partida em 17 a 15, em um dos jogos mais emocionantes da atual edição da Superliga.

Foi a 13ª vitória em 17 jogos do time mineiro (35 pontos), que tem como principal objetivo ficar entre os quatro primeiros para ter a vantagem de decidir em casa a série melhor de três das quartas de final. Para o técnico Jarbas Soares, seu time tem como rivais o Rio de Janeiro, Osasco, Vôlei Futuro e Sesi, e vencer um deles nesta reta final é importante para motivar o grupo. O próximo jogo é contra o Osasco (vice-líder, com 43 pontos), sábado, às 15h, na cidade paulista.
 

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