Na abertura da semana de treinos em Barcelona, Sebastian Vettel e a Red Bull são os mais rápidos. Mercedes mostra seu carro e Lotus, com problemas, encerra o trabalho
Depois dos quatro dias em Jerez de La Frontera marcados pelo domínio de Lotus e Mercedes, os bicampeões do mundo de pilotos e construtores finalmente mostraram a cara na abertura da segunda semana da pré-temporada, em Barcelona. Ainda que o discurso na Red Bull continue sendo de cautela e as marcas em Montmeló tenham sido próximas, Sebastian Vettel e a RB7 completaram os 4.655m do traçado em 1min23s265 com pneus duros, enquanto boa parte dos rivais foram à pista com pneus médios. E o diretor geral da escuderia, Christian Horner, reconheceu que a decisão de lançar o carro na internet e esconder a parte traseira do modelo dos olhares indiscretos se deve a uma solução inédita encontrada para os escapamentos – neste ano a saída dos gases junto ao assoalho, próximo ao difusor, foi banida pela FIA.
Quem não trouxe soluções radicais, ao menos na primeira impressão, foi a Mercedes, com o W03, finalmente mostrado. O carro traz, na asa dianteira e nas linhas do bico (com o degrau de ornitorrinco), um desenho fluido, que revela grande cuidado com a circulação do fluxo de ar. Mesmo com problemas hidráulicos que limitaram o total do dia a 51 voltas (Lewis Hamilton completou 114 e o novato francês Charles Pic, 121), Michael Schumacher se mostrou razoavelmente otimista. “O carro tem um grande potencial, se adapta ao meu estilo, mas é cedo para dizer como estamos em relação à concorrência.”
O destaque da terça-feira foi o bom ritmo mostrado pela Force India, com o alemão Nico Hulkenberg, e da Toro Rosso, com o australiano Daniel Ricciardo (o time de Faenza inverteu a ordem prevista originalmente, deixando no box o francês Jean-Eric Vergne). Fernando Alonso ficou a oito décimos de segundo da marca de Vettel. Já Bruno Senna, em seu único dia de ação na semana (o reserva Valtteri Bottas treinará pela manhã e à tarde com a Williams FW34), conduziu testes de afinação aerodinâmica e apenas no fim do dia pôde fazer mudanças no acerto, o que explica a volta 1s5 mais lenta que a da Red Bull.
Preocupação Se chamou a atenção em Jerez ao colocar o E20 Renault constantemente nas primeiras posições, a Lotus sofreu um duro golpe ao ser obrigada a encerrar os treinos em Barcelona com apenas sete voltas percorridas. Na primeira saída com o carro, Romain Grosjean detectou um problema na direção e a análise dos engenheiros confirmou que se trata de uma deficiência estrutural do chassi. Com isso, tanto o modelo mandado para a Espanha quanto o reserva, que está na sede, receberão reforços e só serão usados semana que vem, novamente em Barcelona.
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