São Paulo — Em 20 de setembro de 1942, o Palmeiras jogava pela primeira vez com esse nome e vencia o São Paulo por 3 a 1, conquistando o Campeonato Paulista em clássico que ficou conhecido como “Arrancada Heroica”. Exatamente 70 anos depois, Gilson Kleina foi apresentado com a missão de evitar o segundo rebaixamento da história do clube. E prometeu se inspirar na história.
“Temos essa grande marca da Arrancada Heroica. Vamos fazer uma analogia e tirar o lado bom”, prometeu o técnico logo após ouvir o fato da boca do vice-presidente Roberto Frizzo antes de sua entrevista coletiva. “Hoje comemoramos o aniversario da Arrancada Heroica e partimos para a segunda. Temos muita confiança no trabalho do Gilson e total segurança de que vai dar tudo certo”, comentou o dirigente.
A expectativa da diretoria é grande de que o ex-treinador da Ponte Preta, contratado para substituir Luiz Felipe Scolari, salve a equipe. Toda a cúpula de futebol tem acompanhado os passos de Kleina na concentração do Verdão em Itu. O presidente Arnaldo Tirone até assistiu, entre jornalistas, à entrevista do técnico.
Ciente da responsabilidade, Kleina sabe que não pode sonhar demais nos primeiros três meses de seu vínculo, estabelecido até dezembro de 2013. “Vamos vivenciar jogo a jogo. O objetivo agora é jogar para ser o 16º e sair dos quatro últimos lugares”, definiu. “Não sei se vou ficar 15 meses, um dia, três meses, mas vou dar o sangue”, prometeu.
É a atitude que ele espera ver de todos os envolvidos com o Palmeiras. “O foco é na mobilização em todos os setores para tirar o Palmeiras dessa situação. Tem muita coisa para acontecer e não vamos ter receio de nada. Estamos vindo para um time campeão que passa por um momento difícil, mas vai sair”, assegurou.
Até como motivação, o treinador ressaltou a conquista da Copa do Brasil há pouco mais de dois meses. “O último grito de campeão no País foi do Palmeiras, é o atual campeão do País. E com jogos dificílimos: enfrentou três times do Sul contra os quais, sem correr nem ter uma organização tática, não se é campeão. E foi muito competente contra o Coritiba, que estava em sua segunda final e em casa.” Foi acreditando na grandeza do clube – obrigado a deixar de ser Palestra Itália há sete décadas por imposição do governo federal, que proibia nomes estrangeiros em meio à Segunda Guerra Mundial – que Gilson Kleina abriu mão de um elogiado trabalho à frente da Ponte Preta.
“Minha vinda ao Palmeiras foi para um projeto de médio a longo prazo, porém com o primeiro objetivo de tirar o Palmeiras dessa situação desconfortável. Acredito muito no trabalho e tenho confiança nos jogadores pelo pouco tempo que os conheci. Podem dar uma resposta muito grande ao torcedor”, apostou.
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