O Santos foi notificado nesta semana pela Receita Federal, acusado de apropriação indébita, em razão de ter deixado de pagar alguns impostos entre 2007 e 2009. Agora, o Peixe ainda estuda a melhor alternativa para quitar a dívida de R$ 8,4 milhões, referente ao recolhimento de impostos no período em questão.
O vice-presidente do clube, Odílio Rodrigues, confirmou a existência da cobrança da Receita Federal e destacou que o assunto foi entregue ao departamento jurídico, responsável por decidir quais serão os procedimentos adotados pela cúpula alvinegra daqui em diante.
"De fato, o Santos recebeu essa notificação sobre o Imposto de Renda devido. O valor era descontado da folha dos funcionários, mas não era depositado. A questão está entregue ao departamento jurídico, que vem estudando qual tipo de decisão iremos tomar para equacionar essa dívida. Mas o Santos terá de cumprir com a sua parte", afirmou Odílio.
O preço inicial da dívida era de R$ 4 milhões. Porém, com multas e juros cobrados pela Receita Federal, o débito chegou ao valor estipulado atualmente.
O problema irritou o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, pois o Santos não poderá utilizar a sua CND (Certidão Negativa de Débito), impedindo que o clube se beneficie da Lei de Incentivo ao Esporte.
Com essa dívida em mãos, o Peixe não descarta processar o ex-presidente Marcelo Teixeira, responsável pela diretoria executiva na época, a fim de recuperar a quantia que será empregada para quitar o débito.
Teixeira, por sua vez, já se manifestou através de sua assessoria de imprensa, argumentando que a dívida mencionada vinha em fase de refinanciamento junto à União desde 2009, último ano de sua gestão.
Para o antigo mandatário, a atual direção santista não deu andamento ao processo, configurando mais um ato político com o intuito de prejudicar a imagem de sua administração.
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