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UniCeub/BRB despacha o São José, leva o tri do NBB e escreve o nome na história

Time de Brasília comandou o jogo, venceu por 78 x 62 e não deu chance aos paulistas. Apenas três equipes no país conseguiram três campeonatos nacionais da modalidade

Braitner Moreira - Correio Braziliense

| Tags: celular 

Publicação:

02/06/2012 09:52

 

Atualização:

02/06/2012 12:48

Breno Fortes/CB/DA Press
Arthur, o candango da equipe candanga, comemora
A finalíssima do Novo Basquete Brasil (NBB), em jogo único, neste domingo, confirmou uma máxima e premiou um atleta. A equipe do São José entrou na quadra, em Mogi das Cruzes (SP), com um leve favoritismo sobre os candangos do UniCeub/BRB. Afinal, os paulistas tinham a seu favor a melhor campanha da fase de classificação e dois jogadores voando nos playoffs, o pivô Murilo e o armador Fulvio.

Mas se existe algo no esporte que não se pode desconsiderar é a tradição. E isso o UniCeub/BRB tinha de sobra. Não ganha jogo? Acredite: ganha, sim. E a decisão do NBB foi definida justamente na tradição, na experiência, na tranquilidade. Resultado: UniCeub/BRB 78 x 62 São José, e o tricampeonato do NBB para Brasília.

Enquanto o São José entrou em quadra nervoso e errando muito, o UniCeub/BRB atuou com calma, com clareza e dominando as ações do jogo. Brincam os torcedores de que nada adianta abrir vantagem numa partida de basquete porque "rapidamente está tudo empatado". Ali, não foi o caso. O início arrasador dos brasilienses na final mudou a história da partida.

O São José bobeava e o UniCeub/BRB pontuava. E assim foi até os 10 x 0. Num quarto em que os paulistas praticamente não entraram em quadra, a equipe de Brasília chegou a abrir 16 x 3. Resultado: toda a decisão foi de um time controlando o placar e outro correndo para recuperar esse prejuízo fatal. Em nenhum momento, o São José esteve à frente do placar, nem sequer conseguiu um empate. Seu melhor momento foi no fim do segundo quarto - o único em que os paulistas estiveram bem - , quando a diferença caiu para quatro pontos.

Na metade do segundo quarto, porém, a quatro minutos e meio do fim, o São José voltou a errar e o UniCeub/BRB abriu de novo oito pontos. O treinador dos paulistas, Régis Marrelli, foi obrigado a pedir tempo e deu a senha: "A defesa melhorou, mas precisamos jogar sem nervosismo". No fim, a diferença no placar: 33 x 29 para os brasilienses.

O que parecia que seria um segundo tempo mais equilibrado não se confirmou. E aí surgiu na quadra outra máxima do esporte, a de que há jogadores iluminados. Aniversariante do dia, o ala-pivô Guilherme Giovannoni, que já havia ido bem na primeira etapa, encarnou um monstro em quadra na volta do intervalo. Com infiltrações, ótimos arremessos de média distância e boas bolas de três pontos, o atleta do UniCeub/BRB chamou o jogo para si. Acabou como cestinha da partida, com 26 pontos, e ainda conseguiu oito rebotes, uma atuação primorosa para o craque, que foi humilde. "Tenho que agradecer aos caras do time que me deram esse presente (de aniversário)", disse o atleta ao fim da partida.

E enquanto o trio Giovannoni, Alex e Nezinho comandava os candangos no terceiro quarto, Fulvio e Murillo, do lado do São José, não conseguiam engrenar uma sequência de boas jogadas. Os paulistas continuavam a errar ataques simples e apelavam para as faltas no contra-ataque. Do lado brasiliense, o técnico José Carlos Vidal pedia calma e foi claro no recado: "Só vamos na boa. Não arrisquem".

O último período foi de administração. Aos poucos, ficava claro que o São José não teria chances de reação, e as duas torcidas reagiam de forma diferente. Os paulistas demonstravam desespero nas arquibancadas e os candangos, a três minutos do fim, já arriscavam o canto de "tricampeão". A um minuto, o jogo já havia terminado. Nezinho era maestro da torcida e os paulistas choravam.

Com o resultado, O UniCeub/BRB não apenas conquista o título de melhor time do país como entra para a história do basquete nacional. Apenas duas equipes conseguiram um tri nacional da modalidade: Franca e Monte Líbano, nos anos 1970 e 1980.

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(11) comentário(s)

Autor:

donny freitas


Parabéns Brasilia, vcs sim são orgulho e representam o que nossa cidade tem de melhor. Amanhã, durante a carreata, aparecerá um bocado de vagabundos, querendo se aproveitar da situação e receber aplausos, mas daremos uma sonora vaia, para esses safados e aplausos para nossos campeões. Valeu!!!
Autor:

Antonio Silva


A cidade de Brasília podia aproveitar isso como um BOM MOTIVO pra incentivar outros esportes. O povo brasileiro é bitolado demais em futebol. Outro dia um ignorante me chamou de "gay" porque não curto futebol e nem torço pra nenhum time. Vê se pode...
Autor:

Silvio Soares


Estou muito feliz neste 02/06, torci muito pelo Brasília, mas valeu a pena. Sabemos do potencial dessa cidade é só aproveitar. Na próxima temporada não perderei uma só partida aqui na nossa casa. Agora, esses dirigentes do futebol candando deveria se espelhar no Basquete e montar um time de orgulho.
Autor:

deusdede gomes de oliveira


É isto que nós q ajudamos a construir Brasília queremos, sou sabedor q muitos e/ou todos ñ são filhos da terra, mas nos defende c/honra. Diferente de alguns q vieram p/proveito próprio. Parabéns B rasília, torci muito, o resto são uns brincalhões.
Autor:

Marcos Correia


Obrigado UNICEUB/BRB UNIVERSO por ostentar e lavar a alma da bandeira do DF que anda tão encardida de corrupção.
Autor:

Vivy Mota


Brasília é TETRA!!! 2007, 2009/10, 2010/11 e 2011/12
Autor:

Lúcio sousa


a mulherzinha torcedora do são josé tá chorando lágrimas de sangue.hahahahahahaahhahahaahah...RESPEITA KARAI...
Autor:

Reinaldo Carvalho


Dá gosto ver o desempenho desse time em quadra!!!! Parabéns ao Brasília!!! Parabéns pela dedicação e por fazer história no Basquete Nacional. Como diria o Galvão: uma, duas, três vezes Brasília, campeão do NBB.
Autor:

Sidney Lima


Comentário simples: Estou orgulhoso pelo time.
Autor:

andre cruz


Maravilhosa a atuação do time de Brasília. Ainda bem que temos vocês para nos orgulharmos. Depois de tanta "cachoeira" de vergonha, uma brisa de felicidade.
Autor:

José Flori


Essa é a Brasília candanga. Essa é a Brasilia para o Brasil admirar e reverenciar. E não a Brasília dos políticos que vem para cá só para denegrir nossa imagem. O Basquete de Brasília é TRI e será Tetra, Penta. O céu é o limite. Parabéns candangos..

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