A contratação do atacante Morro García segue causando polêmica no Atlético-PR. Nesta segunda-feira, os integrantes da chapa de oposição do clube entraram na Justiça para obterem detalhes sobre o quanto foi realmente gasto na transferência do atleta e se houve algum prejuízo para os cofres da equipe.
A intenção dos opositores é juntar provas que comprovem a negligência da atual diretoria nas negociações e ajudem a mover uma ação contra os dirigentes. Além disso, o caso de doping que o atacante se envolveu no meio da temporada também será questionado pelos paranaenses.
"Queremos mostrar o verdadeiro negócio e seus números, que nunca apareceram por completo na imprensa e saber o porquê ele não foi devolvido ou não houve redução de direitos federativos e de imagem quando o caso de doping apareceu0. Achamos que houve prejuízo ao clube", disse o candidato à presidência do Conselho Deliberativo, José Cid Campêlo Filho, em entrevista à Gazeta do Povo.
Santiago Morro García foi contratado pelo Atlético-PR em junho deste ano e veio como a grande esperança de gols da equipe para o Brasileiro deste ano. Entretanto, o atleta não justificou os R$ 7 milhões que foram investidos em sua transferência e acabou marcando apenas dois gols nas 13 partidas que disputou.
Além disso, o doping envolvendo o uruguaio apareceu durante a competição e indicava o uso de cocaína no período que o atacante defendia o Nacional, do Uruguai. Entretanto, a punição ficou restrita apenas ao seu país de origem, o que permitiu ao atleta jogar normalmente no Brasil.
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