O técnico da seleção nigeriana falou sobre as manifestações que ocorrem em todo o país desde a semana passada. Lacônico e irônico em suas respostas, Stephen Keshi não quis mostrar apoio aos protestos dos brasileiros. “Temos que manter o futebol longe da política, nada deve tirar a concentração do torneio. Na Nigéria, sempre tentamos manter esses mundos separados”, disse o treinador.
Keshi ainda deixou claro que não conhece a origem dos atos realizados nas ruas. Mas, para ele, a certeza é que não deveria ser associado ao esporte. “Seja lá o que estejam fazendo, tem a ver com política, e não com futebol”, acrescentou.
A seleção comandada por ele enfrenta o Uruguai, amanhã, em Salvador. A capital baiana é conhecida como a cidade com maior número de negros no mundo – fora da África. Questionado sobre a sensação de jogar na capital onde a maioria é formada por descendentes do continente africano, o goleiro da equipe, Vincent Enyema, disse não saber para quem o povo baiano torceria. “Não sei muito sobre a cidade, mas esperamos que tudo conspire a nosso favor. Vamos ver se Salvador joga contra ou a favor da gente”, disse.
Com informações de Braitner Moreira, enviado especial a Salvador.
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