Jovane Nunes
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Adeus, férias! Depois da volta às aulas e de novas denúncias no Congresso, é a vez da volta do Campeonato Brasiliense de Futebol, o Candangão. Começamos com disputas e muitos obstáculos. Debaixo de chuvas e trovoadas, o Capital, time dirigido por Karl Marx, venceu o Sobradinho. Já o forasteiro Luziânia venceu o Brazlândia. Até o fechamento desta coluna, eu não sabia o resultado de Brasiliense e Formosa. Nós poderíamos criar uma nova rivalidade que não a de Gama e Brasiliense para animar esse certame. Que tal a disputa entre os times daqui e os de Goiás? Formosa e Luziânia contra os candangos. Rivalidades à parte, este Candangão parece que já tem dono, é o Brasiliense. O Jacaré tem a melhor estrutura e, para este ano, reforçou-se com um time de beldades. Foram quatro grandes contratações: Andreza Silva, Keli Cristina, Vanusa Cardoso e Graziele Schetinni. As torcidas dos outros clubes querem saber se seus times vão fazer frente ao Brasiliense ou continuar sem investimentos. Não vão apresentar nada? O povo quer ver as musas de Gama, Sobradinho e Luziânia. Aliás, poderíamos começar uma nova rivalidade no futebol brasiliense, quem tem mais musas no elenco e nos sites.
Cariocão
Há um mês, escrevi aqui, nesta coluna, que não haveria chances para os pequenos no Cariocão deste ano. Como sempre, me enganei. Fluminense e Flamengo correm o risco de não irem para as semifinais. Até o Botafogo pode não se classificar. Garantido mesmo, só o Vasco.
Libertadores
O Vasco está garantido no Carioca. Já na Libertadores, a conversa é outra. Quarta passada, o Nacional do Uruguai deu um passeio no time da Colina. Fluminense e Internacional venceram, mas não convenceram. Será que o Brasil tem, nestes tempos, o melhor futebol da América do Sul? No ano passado, o Santos ganhou a Libertadores, mas eu fiquei com a impressão de que a LDU jogava uma bola mais redondinha. Não quero me arriscar mais em palpites. Prefiro esperar para ver.
Oswaldo, o bom
Parece que o Botafogo se acertou. Parece. Oswaldo de Oliveira é mesmo um bom técnico e já conseguiu dar um padrão de jogo ao time. Resta saber se não é só fogo de palha. O tempo dirá.
Torcidas
Havia um tempo em que os times de torcida no Brasil eram os do Rio e de São Paulo. No fim de semana que passou, eu estava em Fortaleza, no Ceará. Lá, não se fala em Flamengo ou Corinthians, Vagner Love ou o gordo Adriano. O negócio que mexeu com a cidade foi o Clássico-Rei, Fortaleza e Ceará. O tricolor e o Vozão fizeram um jogo emocionante com estádio lotado e decidido nos últimos dois minutos com uma virada emocionante do Fortaleza em cima do Ceará. Se a final do campeonato for entre esses dois gigantes, o jogo será uma espécie de Super Bowl do Nordeste com direito não a show da Madonna no intervalo, mas, sim, dos Aviões do Forró.
Travesseiros na rua
Você, torcedor, que está cansado com o seu time, que não o vê vencer um campeonato há muito tempo, quando passar ali no Eixo Monumental, em frente à casa do Teatro Amador, não deixe de visitar a exposição ao ar livre Estrutura volátil, do artista plástico Geraldo Zamproni. Se deixarem, encoste a cabeça em um daqueles travesseiros gigantes e relaxe. A vida não é feita só de vitórias e derrotas, também há espaço para a contemplação e para a beleza.
Jovane Nunes escreve às terças-feiras no Super Esportes
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(2) comentário(s)
Autor:
Celson Pereira
Roberto Marques Falou tudo.
Enquanto o Cancer do Futebol do DF, o Brasiliense, continuar dando as cartas por aqui, os demais times continuarão ladeira abaixo.
esse Ano quase não temos campeonato. E Ano que vem? como será?
E 2014, ano de copa do Mundo, em que buraco estará nosso campeonato?
Autor:
Roberto Marques dos Santos
Olá Jovane! lendo seu comentário no dia de hoje, fica-se entusiasmado com a noticia do clássico cearense, e sonho com o futebol do df chegando próximo a esse patamar,foi assim nos anos 60 e 70, porém a postura do Brasiliense em minar as forças locais vão fazer com que o nosso futebol fique no buraco.