
16/02/2012 09:00
16/02/2012 09:31
Bernardo Scartezini
bernastones@hotmail.com
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Após o jogo, vitória do Manchester, um esfuziante Evra deu sua espécie de troco ao comemorar em frente ao desafeto, que desceu pro vestiário ligeirinho.
O site do Liverpool, na segunda-feira, divulgou nota oficial, assinada por Suárez, a se desculpar pela atitude, admitindo não ter honrado seu clube e blá-blá-blá. Soou como resposta do Liverpool a seus patrocinadores, não como resposta de Suárez a Evra e aos colegas de profissão.
O caso Suárez ganhou ainda mais espaço na mídia britânica por ocorrer logo depois de um episódio semelhante com o beque John Terry, ídolo da turma & (ex) capitão da Seleção Inglesa. Terry foi acusado de racismo por Anton Ferdinand, do Queen’s Park Rangers. Foi o bastante para que os cartolas da Federação Inglesa tirassem de Terry a braçadeira de capitão (até porque Terry já aprontara das suas, às vésperas de África-2010, ao ser pego com a mulher de um parceiro de time...).
O treinador da Seleção Inglesa, o italiano Fabio Capello, aproveitou a punição a Terry para, se sentindo ignorado pelos dirigentes, pegar o boné e ir embora.
Bueno. Tudo isso pra te dizer que, daqui donde bato esta crônica, daqui do Brasil, me parece ser impossível olhar para tanta cretinice, tanta babaquice sem pensar em um outro reencontro.
No dia seguinte ao Manchester x Liverpool, tivemos no sábado um Bahia x Vitória que contou com dois perfeitos cavalheiros à beira de campo. Paulo Roberto Falcão, que ali assumia o comando do Bahia, foi recebido com carinho & cordialidade no Pituaçu por Toninho Cerezo, técnico do Vitória e seu colega na lendária Seleção Brasileira de 1982.
Falcão, após o jogo, invadiu a coletiva de Cerezo com uma provocação entre amigos. “Deu sorte hoje, hein?” Cerezo respondeu mandando Falcão ir “tomar banho” e com um sorriso e um abraço que diziam exatamente o contrário disso.
Parece-me ser especialmente bonito e significativo que tão notável reencontro tenha acontecido — de todos os lugares do mundo — na cidade de Salvador, primeira capital do Brasil e coração da Baía de Todos os Santos.
De todos os santos e de mais alguns.
Bernardo Scartezini escreve às quintas-feiras no Super Esportes
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