O último fim de semana foi enorme, cheio de dias e de esporte. Foram mais de 10 jogos de futebol, além de vôlei, Fórmula 1, NBA, tênis e judô. A farra começou na quinta-feira, feriado de Corpus Christi, e, para alguns, continua até hoje. Já na quinta, na minha chácara, o time do caseiro ganhou do time dos meus amigos, é o proletariado dando a volta por cima. À noite, o Botafogo perdeu de virada para o Cruzeiro.
Na sexta, uns trabalharam, e outros enforcaram, foram ensaiar para a Copa de 2014. Afinal de contas, sexta era o dia da abertura da Eurocopa, uma espécie de Copa do Mundo sem Brasil e Argentina. O primeiro jogo da Euro parecia uma metáfora da própria crise do euro. Uma Grécia desorganizada, sem produção, sem ideia do que fazer para fugir das armadilhas que armou para si. O que não se pode dizer é que os gregos são preguiçosos, eles trabalharam, correram o campo todo. O que falta a eles é um líder que consiga levar o time às grandes vitórias. Do outro lado, a Polônia, com ares de nova rica, mas administrando com dificuldades os poucos recursos que dispõe em campo. O resultado foi um empate em 1 a 1, classificado pelas agências de risco como apenas medíocre.
À tarde, um jogo entre dois países da antiga cortina de ferro: Rússia e República Tcheca. A alegria desse jogo, além dos muitos gols, foi saber que aqueles jogadores conseguiram escapar das drogas e do comunismo, que é muito pior para a saúde.
Veio o sábado. Para o esquenta de Brasil e Argentina, tivemos vôlei, treino da Fórmula 1, final feminina de Roland Garros, Dinamarca x Holanda e uns 15 minutos de Alemanha x Portugal. Aí, começou o jogo do Messi. Depois do apito final, fiquei com a percepção de que a Argentina é a principal candidata ao título da Copa de 2014, mais até que Espanha e Brasil, que joga em casa. O time argentino é fraco, não tem goleiro, a zaga não é confiável, e os atacantes não são lá essa coisa toda. O negócio é que eles têm o Messi — ou seja, têm tudo. Sem Messi em campo, a jovem seleção do Mano Menezes teria goleado a Argentina.
Já escrevi sobre o Messi várias vezes, escreverei outras centenas de vezes, sou contemporâneo desse gênio. Sempre que escrevo, repercute. Muitos e-mails chegam, uns apoiando, outros xingando. Houve até um caso, quando disse que Messi será maior que Pelé, de um leitor que pediu ao Correio Braziliense que me demitisse. Isso prova o poder que aquele baixinho, calado, tímido e de cabelo comum exerce no ânimo das pessoas. Hoje, ele é o grande astro pop do mundo. Para mim, o que Leonardo da Vinci representa para a arte, Messi representa para o futebol. Do simples, ele faz o sofisticado. Suas jogadas cotidianas são acontecimentos extraordinários. E, por mais que a gente já o tenha visto jogar, ele sempre se renova, traz algo inédito — um drible, uma jogada, um novo recorde de gols. Messi é um mutante.
No domingo, Massa foi repetitivo, rodou e terminou a corrida em 10º lugar. Bruno Senna, mais uma vez, mostrou que é tão bom piloto como Tiririca é neurocirurgião. Não demora muito, vão substituí-lo, nem que seja pela Galinha Pintadinha. Na Eurocopa, a Itália, com um empate, parou a Espanha. Defendeu muito e atacou quando e como pôde, é candidata ao título. O fim de semana terminou como começou: derrota do Botafogo. Abre o olho, Oswaldo!
Comentar notícia
Verificando informações
Comentar notícia
Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha
Caso você não tenha cadastro no Superesportes, Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Comentar notícia
Olá Diário dos Associados
Comentário
Esta matéria tem:
(0) comentário(s)
Não existem comentários ainda
Para votar na notícia entre com seu e-mail e senha
Caso você não tenha cadastro no Superesportes, Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.