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Messi contra a reca

| Tags: celular 

Publicação:

14/06/2012 10:31

Bernardo Scartezini
bernastones@hotmail.com

Desculpe te importunar, mas é que o Campeonato Brasileiro já começou.

Parece que só o Vasco se deu conta. Quatro rodadas, quatro vitórias. O Vasco não se intimida com os estádios vazios, não se atrapalha com o calendário confuso, não se constrange com a precariedade alheia.

O Vasco tenta seguir o exemplo do Corinthians que, no Brasileiro-2011, venceu nove dos dez primeiros compromissos e depois passou o resto do certame assistindo à rapaziada se atropelar em seu encalço.

Cristovão Borges trabalha em silêncio e, daquele jeito tranquilão, tem conseguido contornar a longa ausência de Dedé. Ele ainda teve de emprestar Rômulo para a Seleção Brasileira, e tudo bem. E também soube reabilitar o enfant terrible Carlos Alberto e o atacante Alecsandro.

Além do mais, Borges está aproveitando estas rodadas preguiçosas para cumprir um anseio de sua torcida: escalar juntos os tiozinhos Felipe e Juninho. Dia desses, Felipe estava a voar pela lateral esquerda como se fosse 1997.

O Vasco caiu fora da Libertas por muito pouco, quase nada. Uma cabeçada do Paulinho aos 42 do segundo tempo. Mas está aí pronto para outra.

Enquanto Corinthians e Santos tiraram o pé bonito nas últimas semanas. Escalando equipes reservas no Brasileiro, atirando pela janela pontos preciosos. Oh! Ambos se resguardam para a Libertas. Acontece, meu caro, que só um deles chegará às finais de tão afamado torneio — e talvez nem termine campeão, diante de um adversário matreiro como Boca Juniors ou Universidad de Chile. A ver.

O certo é que corintianos e santistas terão muito trabalho quando resolverem entrar pra valer neste Brasileiro. Pode até ser tarde demais. O Vasco agradece.

Enquanto isso, na Europa...

Duas partidas por dia. Briga de cachorro grande desde a primeira rodada. Estádios bacaníssimos, naquele padrão Fifa que conhecemos ($$), com relva resplandecente e arquibancadas abarrotadas. A Eurocopa mais parece um anti-Brasileirão.

Partidas bem disputadas, por vezes frenéticas, mesmo que o nível técnico não seja nenhuma maravilha. Já pudemos apreciar bons personagens, como o polonês Tyton, o ucraniano Shevchenko, os russos Arshavin e Dzagoev. Mas, mesmo com tanto jogo, tanto jogador, não aparece ninguém sequer próximo a Lionel Messi.

Menos mal, então, termos visto Messi a pleno vapor no último sábado...

Um abraço pra Seleção Brasileira, que teve a real dimensão das cousas. Esse time de Mano Menezes não é uma porquera, como há pouco receávamos, e está encontrando seu caminho. Nesses amistosos, tivemos a oportunidade de conferir a quantas anda o pessoal. Ficou evidente que a defesa precisa de seus marmanjos experientes — e que o menino Oscar pode dar jogo com Ganso na meiúca.

Contra a Argentina, o catadão de guris soube se portar como uma verdadeira equipe. Tipo gente grande. Ninguém deu faniquito quando Messi começou a aprontar. (Salvo o esquentadinho do Marcelo.) A molecada seguiu atacando, correndo atrás. O diabo é que, do lado de lá, eles têm aquele rapaz...

Estamos a um Lionel Messi de distância.

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