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Seleção Brasileira

Luiz Fabiano, o Náufrago

Resgatado por Mano Menezes 26 meses depois da eliminação do Brasil da Copa, Luis Fabiano retorna à Seleção como único sobrevivente da era Dunga

Marcos Paulo Lima - Enviado especial - Correio Braziliense

| Tags: celular 

Publicação:

18/09/2012 10:05

 

Atualização:

18/09/2012 10:07

Goiânia — Ele é o único sobrevivente da tragédia da Copa da África do Sul entre os convocados para a partida de ida do Superclássico das Américas, amanhã, às 22h, contra a Argentina, no Estádio Serra Dourada. Depois da queda do time de Dunga nas quartas de final diante da Holanda, no fatídico 2 de julho de 2010, Luis Fabiano ficou ilhado. Foram 26 meses longe da amarelinha. Dos titulares daquele Mundial, Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Elano e Robinho tiveram uma nova chance, mas não se firmaram. Juan, Gilberto Silva, Michel Bastos e Felipe Melo caíram no esquecimento. Quando o Fabuloso era dado como carta fora do baralho no projeto para 2014, Mano Menezes decidiu pagar o preço do resgate.

De volta ao mundo da Seleção Brasileira, Luis Fabiano exibia, ontem, um olhar perdido, perplexo, semelhante ao do personagem interpretado por Tom Hanks no filme Náufrago. Aos 31 anos, é o jogador mais velho na lista de Mano. Ao seu redor, não há mais companheiros da Copa de 2010, mas, sim, jovens como Neymar, Lucas e o concorrente Leandro Damião. Envelhecido, o Fabuloso é obrigado a se reiventar se quiser recuperar a camisa 9.

“Parece que é a primeira vez que sou convocado. É um recomeço. Quando muda o treinador, entra uma nova filosofia. Tenho que recomeçar, buscar o meu espaço”, reconheceu.

As explicações para o seu desaparecimento das convocações depois da Copa de 2010 estavam na ponta da língua. “Eu tive problemas físicos. Eu me machuquei e tive de passar por duas operações. A volta foi complicada, tudo isso atrapalha. Como a Seleção passava por um processo de reformulação, os jogadores da Copa ficaram fora. No meu caso, eu não tive continuidade para jogar bem e fazer gols”.

Durante o exílio, Luis Fabiano perdeu contato com a Seleção Brasileira, mas, tal como o náufrago, manteve a intimidade com a sua amiga bola. Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 11 gols, continua com o faro impecável. “A vontade é de ficar. Vim para desfrutar desse bom momento. O meu tempo está acabando, não sou mais um garoto. Quero aproveitar essa nova oportunidade que está pintando. Na minha cabeça eu quero ficar. Não interessa se eu vou ter 33 anos em 2014. Se eu estiver bem fisicamente, a tendência é eu ir para a Copa. Ele (Mano) vai convocar quem estiver bem”, disse o centroavante.

Leia a reportagem completa na edição de hoje do Correio Braziliense.

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