Um dia após oficializar que não permaneceria à frente da seleção argentina, o ex-craque Diego Armando Maradona explicou os motivos de sua decisão e atacou alguns dirigentes da AFA (Associação Argentina de Futebol), sobretudo o coordenador da seleção, Carlos Bilardo.
Ovacionado pela torcida na volta da África do Sul - onde parou nas quartas de final, após perder para a Alemanha por 4 x 0 -, Maradona externou que pretendia continuar como treinador da equipe albiceleste, contudo traições e mentiras fizeram-no mudar de ideia.
"Bilardo me traiu. Enquanto eu estava de luto, ele tramava nas sombras", disse em entrevista coletiva, nesta quarta-feira.
Uma de suas condições de permanência era manter sua comissão técnica, o que acabou sendo reprovado pelo presidente da AFA, Julio Grondona. "Ele mentiu para mim. Era tudo armado, porque segunda ele me pediu a lista para o jogo contra a Irlanda, mas eles já tinham armado tudo", desabafou.
A saída do ídolo causou atos de protestos no país sul-americano. A sede da AFA, inclusive, amanheceu pichada nesta quarta-feira.
Segundo especulações, o mais cotado para assumir o cargo é o tetracampeão da Libertadores (um com o Velez Sarsfield e três com o Boca Juniors) Carlos Bianchi. Mesmo aposentado desde fevereiro 2006, o "Mister Libertadores" é o queridinho da imprensa hermana.
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