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| Os nadadores Ronaldo Viegas (E) e Giorgio Parca: conquista de títulos e quebra de recordes estão entre as metas dos atletas da terceira idade |
Dentro da água, a rotina é semelhante à de outros atletas. Diariamente, enfrentam longos treinamentos e buscam superar metas e recordes. Quando saem da piscina, no entanto, alguns detalhes chamam a atenção. Os ombros são igualmente largos e os corpos, esguios, apesar da idade bem mais avançada do que a maioria dos companheiros de treino.
De forma geral, qualidade de vida e de saúde são os principais argumentos para a prática de uma atividade física. Esses atletas também buscam esses benefícios, mas não apenas isso. Com a dedicação de um esportista profissional, os esportistas idosos investem também em bater recordes e se preparar para as grandes competições. Viagens com apenas toalhas, óculos e roupas de banho na bagagem são parte da rotina.
E nem pense que os atletas dessa idade são bons apenas em na categoria master. Aos 62 anos e com corpo de dar inveja a muitos jovens, Ronaldo Viegas impõe respeito aos 90 parceiros de equipe, que têm de 8 a 66 anos, na prova de 200 metros livres. “Ninguém ganha dele”, comenta o treinador Marco Antônio Caetano Júnior.
Competitivo desde a infância, a carreira de Ronaldo Viegas no esporte é longa: foi carateca e corredor por mais de 20 anos. Na época, a natação servia apenas para ganhar resistência. Mas a idade avançou, os joelhos começaram a doer e os exercícios de maior impacto foram abandonados. A modalidade aquática, inicialmente a única opção para se manter em atividade, o seduziu completamente.
De cinco a seis dias na semana, às vezes até em dois turnos, o publicitário — Ronaldo diz que não pretende se aposentar tão cedo — concilia o trabalho com as piscinas. Tudo para atingir a principal meta: conquistar o recorde sul-americano dos 200m livre na categoria master. “Quero chegar em menos de 2min22seg. Treino duro para isso”, diz, acrescentando que se sente totalmente em forma. “Ser idoso é diferente de ser velho. Tenho as mesmas ou mais atividades do que tinha aos 35 anos. Não me sinto velho.”
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