Ao vencer os Estados Unidos, diante de sua torcida, em Wichita, por 3 a 1 (25/18, 22/25, 25/17 e 25/19), sábado à noite, a Rússia não só garantiu o primeiro lugar do Grupo C da Liga Mundial e a vaga na final, como também classificou a Sérvia como melhor segunda colocada. A decisão do título será de 21 a 25 deste mês, em Córdoba, na Argentina.
As seis seleções classificadas estão divididas em duas chaves na reta final. O Brasil, vencedor da A, ficou no Grupo E, junto com a Argentina e a Sérvia. No Grupo F estão três vencedores de chaves: Itália, da B; Rússia, da C, e Cuba, da D.
A Seleção Brasileira teve a melhor campanha na fase de classificação, somando o maior número de pontos, 30, conquistados com suas 11 vitórias – perdeu apenas uma vez, para a Holanda na estreia, em Brasília, por 3 a 1.
A segunda melhor participação é de Cuba, com 29 pontos, mas que também somou 11 vitórias e uma derrota. A Rússia aparece em terceiro lugar entre as vencedoras de chaves, com 29 pontos. Ganhou 10 partidas e perdeu duas – para Finlândia e EUA. A Itália terminou a competição com 28 pontos. Foram nove vitórias e três derrotas. Mas é preciso levar em consideração que estava no grupo mais difícil, com Sérvia, França e China.
As seleções se enfrentarão em turno único dentro de seus grupos nos dias 21, 22 e 23. As duas melhores de cada chave se classificam para as semifinais, que serão dia 24, em sistema de cruzamento: a primeira colocada do E encara a segunda do F, e a segunda do E pega a primeira do F. Os vencedores fazem a final dia 25. Brasil e Itália buscarão seu nono título. Cuba e Rússia tentarão sua segunda conquista, e Argentina e Sérvia, a primeira.
NÚMEROS O oposto Leandro Vissotto e o líbero Mário Júnior são os melhores jogadores brasileiros da Liga Mundial. O primeiro aparece no Top 10 em dois quesitos e em um entre os Top 20. Vissotto, que é chamado de Leandrão por alguns companheiros, é o quinto maior pontuador do torneio, com 184 pontos. O líder no fundamento é o sérvio Stanovic, com 241. No ataque, o brasileiro é o oitavo colocado, com aproveitamento de 49,35% das bolas atacadas. O melhor é o italiano Fei, com 55,83%.
Nos Top 20, a colocação do atleta preocupa o técnico Bernardinho. É que o oposto é o 14º no bloqueio, à frente dos meios de rede Rodrigão, 20º, e Lucão, 24º. Quem também se sobressai no fundamento é o ponteiro Murilo, 25º da lista.
Mário Júnior é a grata surpresa e comprova que o Brasil é uma boa escola de líberos, já que está substituindo o melhor do mundo na posição, Escadinha, que fez uma cirurgia no joelho e está de fora até mesmo do Mundial, em setembro, na Itália.
Mário é o segundo melhor líbero da competição, atrás do holandês Maan, que é o sexto melhor defensor e não joga mais devido à desclassificação do seu time. Em primeiro está o finlandês Hyvarinen, também fora da competição. O brasileiro é ainda o terceiro na recepção, fundamento que tem como líder o francês Henno, outro que não atuará na Argentina.
O levantador Bruno é outro brasileiro que figura entre os primeiros. É o quinto colocado. O melhor, até agora, é o sérvio Petkovic.
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