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Gilvan é contra cancelar reunião que visa afastar Wagner do Cruzeiro, mas comemora adeus de Itair

Ex-presidente espera novas demissões na diretoria executiva

postado em 10/10/2019 21:30 / atualizado em 10/10/2019 21:31

<i>(Foto: Beto Novaes/EM/D.A Press.)</i>
Ex-presidente do Cruzeiro e um dos líderes do movimento de oposição Pró-Transparência, Gilvan de Pinho Tavares manifestou, nesta sexta-feira, ser contrário ao cancelamento da Reunião Extraordinária, no dia 21 de outubro, que votará o afastamento do atual mandatário, Wagner Pires de Sá


O acordo, ao qual Wagner se referiu, teria sido alinhado por Zezé Perrella, presidente do Conselho Deliberativo, e seu irmão Alvimar de Oliveira Costa, ex-presidente entre 2003 e 2008. A saída do vice-presidente de futebol Itair Machado também foi fruto dessa negociação.

Para Gilvan de Pinho Tavares, as decisões do clube não podem ser tomadas por uma só pessoa. No caso, Zezé Perrella. 

Eu não fui ouvido sobre o cancelamento da Reunião Extraordinária e sou contra. Não sei os termos desse acordo que fizeram com o Wagner. Temos que ver as coisas. Uma pessoa só não pode decidir por todo mundo no Cruzeiro. Deveriam trazer os termos para decidirmos juntos. Nós não somos um grupo (de oposição) muito grande? Nós não exigimos essa Reunião Extraordinária do Conselho para afastar a diretoria e o Wagner? Então, agora, eles têm que dizer o que foi decidido nesse acordo para suspendermos ou não a reunião no dia 21”, disse Gilvan.

“O Cruzeiro não é de uma pessoa só. Para suspenderem a Reunião Extraordinária do dia 21, o Conselho tem que publicar o edital e não daria tempo de se publicar hoje. E se eles fizeram um acordo e não concordarmos com isso? Não sabemos os termos e como foram elaborados. Nesse caso, teremos que fazer outra reunião para tomar as decisões juntos. Quero tomar conhecimento primeiro do que foi acertado”, acrescentou.

Alívio

Enquanto vê com desconfiança o acordo entre Zezé Perrella e Wagner Pires de Sá, Gilvan comemorou a saída do vice-presidente de futebol Itair Machado do clube. “Ótima notícia. A situação da diretoria estava insustentável. Crise no futebol, crise financeira, crise política, teimosia muito grande de não aceitar o que a gente vem sugerindo de afastar as pessoas que não são bem aceitas pelos conselheiros. Culminou com isso”.

Nos próximos dias, Gilvan espera que outros integrantes da diretoria executiva e funcionários alinhados com Wagner Pires de Sá também tomem o rumo da rua. “O que vinha sendo aventado é exatamente de afastar todo mundo que estava obedecendo as ordem dessa atual diretoria, e que estava dificultando essa luta de muitos conselheiros ilustres de acabar com isso. Eles (diretores e alguns funcionários) estavam só se aproveitando com salários imensos. Aumentaram salários de maneira absurda. Ficaram dependentes da diretoria e hoje não têm ambiente para ficar”, analisou.

A queda mais aguardada por Gilvan de Pinho Tavares é de Alexandre Comoretto, o Gaúcho, um dos diretores da Sede Campestre e responsável pela captação de apoio para Wagner e sua diretoria entre os conselheiros. “Esse vai ser um dos primeiros que eles vão tirar, naturalmente. Esse é o sujeito mais antipatizado que existe no clube depois do Itair Machado”.

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