FUTEBOL MINEIRO

Prefeitura de BH publica regras para volta das torcidas aos estádios

Público poderá ocupar 30% da capacidade do estádio e todos precisam apresentar teste negativo para a COVID-19. Quem for às partidas será monitorado

postado em 29/07/2021 09:35 / atualizado em 29/07/2021 09:52

(Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta quinta-feira (29/7) a portaria da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte que define os protocolos de segurança para a volta das torcidas às partidas de futebol nos estádios da capital durante a pandemia da COVID-19

A permissão veio na última sexta-feira (23/7) quando o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, confirmou que estava permitida a volta do público às arenas do estado. Cada prefeitura deve determinar essa autorização

A portaria é assinada pelo secretário de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado e tem nove categorias: entrada, capacidade e distanciamento; torcida; camarotes; serviços de alimentação; ambiente e higienização; banheiros; profissionais, atletas, comissão técnica e arbitragem; e estacionamento. 

Entre as regras, está a restrição de público a 30% da capacidade do estádio, distanciamento de 1 metro entre as pessoas nas filas. É proibida a entrada de pessoas sem máscara ou que não usem a proteção cobrindo o nariz e a boca.

Também é preciso apresentar resultado negativo para a COVID-19 em teste dos tipos RT-PCR ou Teste Rápido de Antígeno realizados até 72 horas antes do jogo, inclusive funcionários e imprensa. 

"A organização do jogo deve manter, por trinta dias contados da data da realização da partida, lista de participantes (torcedores, funcionários, colaboradores e organizadores) com nome completo e telefone para fins de rastreamento epidemiológico a ser demandado pela Secretaria Municipal de Saúde, caso necessário", detalha a portaria.

A torcida única é obrigatória, e a Secretaria de Estado de Saúde da capital também recomenda que gestantes não compareçam aos jogos. Foi vedada a comercialização de camarotes.

Em relação aos serviços de alimentação, não é permitida a venda de bebidas alcoólicas. É preciso manter álcool 70% disponível para higienização das mãos e os cardápios físicos devem ser eliminados, dando prioridade a cartazes, painéis, descartáveis ou soluções digitais. 

Os estacionamentos não podem ter manobristas, e as cancelas terão mensagens eletrônicas lembrando os frequentadores das medidas para evitar a transmissão do coronavírus

Confira a portaria completa no site do DOM

COVID-19 em BH


O boletim epidemiológico da PBH divulgado ontem (28/7) mostra que os três principais indicadores recuaram. Ao mesmo tempo, a cidade registrou mais 27.191 doses de vacinas contra a doença aplicadas, grande parte delas de segunda dose.
 
A ocupação dos leitos de UTI para a doença continua o único parâmetro fora do estágio de controle em BH. O dado sofreu diminuição de 57,9% para 57,7% ontem. Dessa maneira, as UTIs continuam no estágio de alerta da escala de risco, entre 50 e 70 pontos porcentuais. A atual ocupação é a menor de todo o ano de 2021, ao lado da medida na segunda-feira, quando a PBH também informou a taxa de 57,7%.
 
A taxa de uso dos leitos de enfermaria também sofreu queda em BH ontem: de 46,5% para 45,9%. Assim, a estatística permanece pelo terceiro dia consecutivo na fase de controle. Já a transmissão do novo coronavírus caiu de 0,91 para 0,89 - o quarto balanço em sequência abaixo de 1, portanto na faixa menos grave. No patamar atual, em média, 89 pessoas se infectam pelo vírus a cada 100 diagnósticos da doença na capital mineira.
 
O número de mortos pela COVID-19 diminuiu em BH no balanço de ontem em relação ao anterior: de 6.204 para 6.202. A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para verificar a questão. Em nota, a pasta informou que uma "qualificação da base de dados" causou a queda no número de mortes. "É importante ressaltar que os dados estão sujeitos a revisão e alteração após a investigação dos casos confirmados", esclareceu.
 
Quanto ao total de casos, mais 799 entraram para a conta da prefeitura. Agora, a capital mineira soma 258.046 diagnósticos: 3.814 pacientes em acompanhamento e 248.030 recuperados, além daqueles que não resistiram.

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