Campeão mundial de Fórmula 1 restando duas corridas para o fim da temporada, o britânico Lewis Hamilton evitou falar da polêmica sobre Paradise Papers. O nome do piloto aparece em uma suposta irregularidade no pagamento de impostos na compra de um avião particular em paraísos fiscais. A justificativa dada pelo tetracampeão mundial para desviar do assunto foi o foco em vencer o GP do Brasil, no domingo, em Interlagos.
“Houve uma tempestade ao meu redor, mas estive com minha família e amigos e foi ótimo. Estou me sentido superbem, com uma energia espetacular. Estou focado em ganhar corridas, tenho mais duas. Estou ignorando essas coisas e voltando meu foco para o GP aqui no Brasil”, desconversou Hamilton, nesta quarta-feira (8/11), após pergunta sobre o Paradise Papers.
Uma semana após Hamilton sagrar-se tetracampeão mundial, foram divulgados documentos sobre 127 personalidades internacionais ligadas a empresas em paraísos fiscais. O nome do piloto estava relacionado à compra do jato particular Bombardier Challenger 605, feita em 2013, estimado em 16,5 milhões de euros (R$ 70 milhões).
Tetracampeão antecipado, o piloto da Mercedes quer levar a sério o GP do Brasil. “Não vou relaxar”. Sem querer perder a chance de festejar o quarto título na terra do seu ídolo, Ayrton Senna, o britânico pisou no freio ao falar sobre a intenção de igualar os feitos do alemão Michael Schumacher, heptacampeão da categoria.
“Minha meta era fazer algo como o Ayrton Senna nas pistas, mas nunca pensei que chegaria aos números dele. Quero continuar ganhando títulos, mas nunca minha meta foi chegar a quantidade de títulos do Schumacher”. O piloto complementou que vive um momento de rever objetivos profissionais e pessoais. “Fechei um ciclo.”
Hamilton tem contrato com a Mercedes até o fim da temporada 2018. Para minimizar possíveis boatos sobre aposentadoria, o tetracampeão afirmou ontem que vive o melhor momento da carreira na Fórmula 1.