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Melhor "dancinha da vitória" tem tradição milenar do Caucasus

O cazaque Nijat Rahimov saiu batendo os pés, mexendo as mãos e dando voltinhas, que ganharam o mundo como uma das melhores comemorações das Olimpíadas

postado em 16/08/2016 17:19 / atualizado em 16/08/2016 17:20

Se há um momento na vida de um atleta olímpico que merece dancinha da vitória, a conquista surpreendente de uma medalha de ouro, com direito a quebra de recorde, é certamente ele. O cazaque Nijat Rahimov, de 23 anos, não teve tempo pra racionalizar seu resultado antes de sair batendo os pés, mexendo as mãos e dando voltinhas, que ganharam o mundo como uma das melhores comemorações dos Jogos Olímpicos do Rio.



Mas enquanto a maioria dos comentários se deleitava com a espontaneidade da celebração, a história por traz do molejo do cazaque é bem mais longa. A dancinha, na verdade, faz parte da milenar tradição Lezgi, etnia encontrada em vários países do Cáucaso, como Armênia, Geórgia e Azerbaijão, país de origem do atleta. Rahimov competiu pela equipe azerbaijana até os 20 anos e passou a defender a bandeira do Cazaquistão após se naturalizar cidadão desse país.

Quando o atleta, comovido com a vitória, joga dos braços para cima e dá pequenos e rápidos passinhos, batendo a ponta dos pés, ele está, na verdade, imitando o movimento de uma águia. Na tradição, a dança é vista como uma demonstração de virilidade e força predadora.

Enquanto os homens imitam movimentos da ave de rapina, as mulheres, se presentes, dançam lentamente, como se fossem cisnes. A questão é que a festa Lezgi não costuma misturar os públicos. Os passos reproduzidos por Rahimov são, geralmente, feitos por homens, para homens e... na companhia de homens.



Membros do Exército do Azerbaijão também foram capturados em vídeo exibindo seus movimentos de águia:



E a dança também parece ser popular entre os mais jovens, que deram uma demonstração de entusiasmo no vídeo abaixo: