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Brasília abre mão da disputa do Campeonato Brasiliense de 2012

Às vésperas do início da competição, ainda é incerto o destino da vaga restante

Redação - Correio Braziliense

Publicação:

10/02/2012 08:22

 

Atualização:

10/02/2012 16:10

Edílson Rodrigues/CB
Luis Carlos Alcoforado, presidente do Brasília: contratos mantidos e investimentos nas categorias de base
A três dias da rodada inicial do Candangão 2012, marcada para domingo, o campeonato sofreu uma importante baixa: o Brasília não irá mais disputar a primeira divisão da elite do futebol local. A decisão foi anunciada, ontem, pelo presidente do clube, o advogado Luis Carlos Alcoforado. Ele justificou a determinação por conta da decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), de 19 de janeiro, que excluiu o clube da primeira divisão. “Estou apenas seguindo uma decisão judicial. É irreversível”, afirmou.

A decisão judicial que puniu o clube ocorreu na primeira sessão do STJD em 2012. A última instância da Justiça desportiva penalizou o Brasília e o Capital na briga por duas vagas na primeira divisão do Candangão deste ano, sendo a favor dos pedidos de Ceilandense e Legião, que foram confirmados na elite. Porém, com o inchaço da competição promovido pelas equipes em reunião arbitral na Federação Brasiliense de Futebol (FBF), que aumentou o número de participantes do campeonato de 10 para 12 agremiações, Brasília e Capital acabariam beneficiados. Mas com a desistência, resta uma vaga em aberto, que pode ser ocupada pelo Dom Pedro. O convite oficial para o time dos bombeiros deve ser feito até a próxima segunda-feira.

Luis Carlos Alcoforado disse ontem que a decisão de não mais disputar a primeira divisão foi tomada no dia seguinte ao julgamento do STJD. O clube chegou a protocolar um ofício na Federação Brasiliense de Futebol (FBF) em 20 de janeiro, mas o presidente do Brasília disse que um pedido dos times do DF o fez adiar o anúncio. “Os dirigentes me procuraram e pediram para que não saíssemos, que eu refletisse. Mas percebi que estava desconfortável em disputar a primeira divisão. Não quero ter essa mácula na minha carreira, de um dirigente de futebol que entrou pela porta dos fundos”, disse Alcoforado. “Tememos pela viabilidade do campeonato. Há uma insegurança jurídica, o campeonato pode ser interrompido durante o seu curso. Se isso acontecer, os prejuízos serão enormes. Preferi tirar o Brasília desse circuito.” O advogado também disse que todos os compromissos contratuais do clube serão mantidos e que investirá nas categorias de base.

Críticas à gestão esportiva no DF

O Brasília, segundo maior vencedor da história do Campeonato Candango, com oito títulos (atrás apenas do Gama, 10 vezes campeão), foi comprado no fim do ano passado pelo advogado Luis Carlos Alcoforado. Além de decidir não mais disputar o Candangão, o dirigente criticou o atual estado em que se encontra o futebol do DF. “É lamentável ver a falência das instituições desportivas de Brasília. É necessária uma mudança urgente no conceito de gestão do futebol. No DF, temos craques, temos torcedor apaixonado, mas falta dirigente.”

O presidente do Brasília também se disse contra o pedido dos clubes candangos que solicitam patrocínio às empresas do GDF (BRB, Terracap e Caesb). “Os times não podem depender de governo, de patrocínio estatal. As equipes estão viciadas. O Estado tem que fornecer os meios para a prática do esporte, os clubes que se organizem.”

 

Três times punidos

O Tribunal de Justiça Desportiva do DF (TJD-DF) puniu Gama, Botafogo-DF e Ceilandense por falta de pagamento de taxas do Campeonato Candango do ano passado. Segundo a assessoria do TJD-DF, o procurador-geral do órgão, Maurício de Figueiredo Corrêa da Veiga, fez um levantamento de todos os clubes devedores e emitiu os pedidos de suspensão, caso os responsáveis pelas equipes não se manifestassem dentro de 72 horas.


Segundo o TJD-DF, Botafogo-DF e Ceilandense se comprometeram a quitar a dívida da seguinte forma: 30% de entrada e o restante parcelado (o número de parcelas não foi revelado). Já o Gama, por meio do segundo-vice presidente do clube, Miguel Peres, entrou com um recurso contestando a punição e pedindo a revisão da multa emitida pelo presidente do TJD-DF, Adéliton Rocha Malaquias. O alviverde alega que deve R$ 4 mil, mas a assessoria do TJD-DF informou que a dívida chega a R$ 6.700.

 

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(5) comentário(s)

Autor:

Celson Pereira


Todo o respeito que eu tinha pelo Brasilia foi embora agora. Eles tumultuaram o campeonato com uma virada de mesa, e agora desistem a poucos dias do inicio. VERGONHA!!! DEVIAM FICAR UNS 2 ANOS SEM DISPUTAR JOGOS OFICIAIS COMO PUNIÇÃO.
Autor:

luis oliveira


Fazer inchaso no futebol isto é uma palhaçada dos diregentes te mos justiça, que perde fica de fora Brasilia e Capital
Autor:

luis oliveira


O presidente do Brasilia esta certo tem que respeita uma desição do stjd tem que tira agora o capital e a competição ter so 10 times
Autor:

Celson Pereira


Luiz Estevão e Brasiliense. Esse é o Cancer do Futebol de Brasília. Depois que esse cara entrou no nosso futebol e colocou um funcionário seu pra presidir a Federação, todos os times tem sidos prejudicados de todas as formas.
Autor:

Josemar freire


O futebol de Brasília, nunca irá a lugar algum, a verdade é que os dirigentes são todos politiqueiros, cada um tentando através da instituição tentando se dá bem, cópia escrita dos "COMPANHEIROS", teremos um estádio maravilhoso, mas nossos clubes deixam e muito a desejar, falta ética, proficionalism

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