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Marcha do Vinagre pede a investigação do dinheiro gasto nas obras do Estádio Mané Garrincha

Mais de 5 mil pessoas participam de protesto, que saiu do Museu da República em direção ao Congresso Nacional

Amanda Martimon - Especial para o Correio

Gabriella Furquim - Correio Braziliense

Saulo Araújo - Correio Braziliense

Publicação:

17/06/2013 18:32

 

Atualização:

17/06/2013 20:32

Breno Fortes/CB/D.A Press
Manifestantes ocupam espelho d'água do Congresso. Depois de concentração pacífica, houve confronto entre ativistas e polícia

Reunidos no centro de Brasília desde as 16h desta segunda-feira, os manifestantes que compõem a Marcha do Vinagre pedem, entre outras propostas, a investigação por parte do Ministério Público do dinheiro gasto nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha. Além disso, os ativistas lutam contra a interferência da Fifa no país e a remoção das famílias das áreas de interesse econômico, em nome das copas das Confederações e do Mundo. Mais de 2 mil pessoas se concentraram no início do manifesto, em frente ao Museu da República. Durante o trajeto até o Congresso Nacional, pelo Eixo Monumental, outros 5 mil ativistas se reuniram.


Arena mais cara do país, o Mané Garrincha já consumiu R$ 1,2 bilhão dos cofres públicos. O estádio foi criado para sediar um jogo da Copa das Confederações e sete partidas do Mundial de 2014. Para a estudante Gláucia Limeira, de 21 anos, utilizar todo esse montante em uma obra voltada apenas para o esporte é inaceitável. “Se o dinheiro investido no estádio fosse para saúde e para educação, daria para mudar a situação precária que vivemos hoje. Seria uma revolução. Mas gastaram com um elefante branco que quem precisa nunca vai passar da entrada”, opinou.

Confronto
No início da noite desta segunda-feira, a Marcha do Vinagre chegou ao gramado do Congresso Nacional. Alguns dos manifestantes começaram a atirar tênis e garrafas d'água nos policiais. Três integrantes do movimento conseguiram furar o bloqueio armado da Polícia Militar e subir a rampa do Congresso Nacional.

Para impedir a progressão do trio, os militares utilizaram spray de pimenta. Depois, soldados da tropa de choque lançaram bombas de gás lacrimogêo para dispersar a multidão. O protesto, que começou pacífico, passou então a acirrar os ânimos das forças de segurança e dos ativistas. Um adolescente acabou apreendido pela Polícia Militar. O motivo da detenção ainda não foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública.

Histórico
No sábado, dia da abertura da Copa das Confederações, uma onda de protestos nas imediações do Mané Garrincha, resultou em explosões de bombas de efeito moral e tiro de balas de borracha. Muitos manifestantes postaram fotos em redes sociais reclamando da ação da Polícia Militar do Distrito Federal. A corporação e o Governo do Distrito Federal, no entanto, elogiaram a postura dos militares no protesto.

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